O padre Arsénio Castro da Silva, sacerdote jesuíta, que dedicou grande parte da sua vida à cidade de Portimão, morreu hoje vítima de doença prolongada.
O sacerdote jesuíta, de 73 anos, militante das causas sociais, fica ligado a uma vasta obra em Portimão, ao longo de 37 anos, de que são testemunhos a construção do Centro Social da paróquia de Nossa Senhora do Amparo, que inclui um lar de idosos e um refeitório social.
Natural do concelho de Famalicão, era licenciado em Teologia, tendo exercido durante vários anos o magistério oficial em escolas de Portimão.
Em abril de 1976 celebrou a primeira missa para os cristãos residentes na zona da Quinta do Amparo, recorrendo a um espaço afeto à antiga fábrica de conservas de peixe “A Mercantil” e que ficaria conhecido como “Salão – Capela”.
Entre muitos outras iniciativas de índole altruísta, o “padre operário” trabalhou no cais como carregador de pescado durante vários anos e orientou uma escola para crianças ciganas.
Em Outubro de 1999, o Bispo do Algarve sagrou a nova Igreja de Nossa Senhora do Amparo, ambicioso projeto concretizado pela comunidade local, inspirada na vontade e no exemplo do sacerdote, a que se seguiu a construção do Centro Social da Quinta do Amparo, que tem apoiado os mais carenciados.
Homem multifacetado como poucos, era desde 1994, o diretor de programas da Rádio Costa D’Oiro, órgão de comunicação social da Diocese do Algarve e das paróquias da Matriz e Nossa Senhora do Amparo (Portimão), Santa Maria (Lagos) e de Lagoa, sendo também o responsável por diversas emissões diárias.
Em 2008, foi distinguido pela Câmara de Portimão com a Medalha de Mérito Municipal pelos relevantes serviços de caráter social e humanitário.
O corpo do sacerdote estará hoje em câmara ardente na igreja de Nossa Senhora do Amparo e o seu funeral será presidido pelo bispo do Algarve na próxima terça-feira, pelas 16:00.